Centro Histórico - Aberto a Visitação

Roteiro

      A bela cidade serrana de Petrópolis teve sua história iniciada quando a caminho de Minas Gerais, Dom Pedro I hospedou-se por ali, em 1822. Desde então, a cidade é referência histórica no país: foi ali o recanto escolhido pela família imperial para passar os verões e fugir do calor da capital.
     
      Para conhecer um pouco mais sobre a História do Brasil e curiosidades da época do Império, o visitante pode percorrer a pé o Centro Histórico da cidade. A visita é agradável graças ao clima ameno da região. Ao caminhar pelas ruas de Petrópolis, o turista deve estar atento à arquitetura local, casarões e palacetes que relembram os áureos tempos. 
     
      Um dos locais que merece destaque na cidade é o famoso Museu Imperial. Construído em estilo neoclássico, o palácio foi por anos residência de verão de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina. Foi apenas em 1943, com um decreto do então presidente Getúlio Vargas, que o local foi transformado em museu. Grande parte da decoração interna ainda se preserva, como os pisos em pedras nobres e mobília reconstituindo os ambientes originais da época. No acervo estão peças ligadas à monarquia brasileira, além de objetos pessoais dos integrantes da família imperial e importantes documentos históricos, como fotografias que exibem as mudanças urbanas e paisagísticas da cidade. A coroa utilizada por Dom Pedro II no momento de sua coroação a Imperador é um dos principais destaques, junto às jóias e ao manto real.

É importante lembrar de reservar algum tempo para caminhar pelos jardins do museu. Por ali, além de passear entre árvores centenárias, o visitante encontra ainda uma estátua de Dom Pedro. É no jardim também que se tem acesso à área onde estão algumas carruagens da época.
     
      Com uma caminhada de 400 metros, o visitante chega ao próximo ponto do roteiro: a Catedral São Pedro de Alcântara. A construção em estilo neogótico francês data de 1884, e o projeto inspira-se em catedrais no norte da França. Foram 37 anos de trabalho até que a nova Igreja de Petrópolis finalmente ficasse de pé. Apesar de concluída em 1925, as obras continuaram até 1969, quando a torre foi erguida. Refletindo a importância histórica da cidade, é ali que estão enterrados os restos mortais de Dom Pedro II, Dona Teresa Cristina, Conde D´Eu e Princesa Isabel. Os túmulos da família real são uma atração à parte: ricos em detalhes, foram esculpidos por volta de 1925 em mármore de Carrara. Os grandes vitrais da Catedral também merecem destaque com poemas escritos por Dom Pedro II e imagens religiosas, assim como o altar que adornado com relíquias de santos trazidas de Roma.  Do alto da torre, o visitante pode vislumbrar a vista do Centro de Petrópolis.
      
      Saindo da Catedral, o turista pode conhecer um pouco mais sobre a arte e cultura nacional no Centro Cultural Raul de Leoni. Ali está um complexo cultural fundado em 30 de janeiro de 1977. A construção em concreto e vidro fumê abriga o Teatro Afonso Arinos , com capacidade para 150 lugares; a Biblioteca Municipal, a terceira maior do estado, com acervo raro e publicações em Braile; um cinema, uma sala de música, duas salas multiuso, uma sala para exposições de artes visuais e três galerias também destinadas às artes visuais.
      
      Após este mergulho na cultura, o visitante pode retornar à Avenida Ipiranga, onde irá encontrar outros locais interessantes. Vale lembrar que todo o passeio a pé deve ser feito com atenção às belas fachadas, com seus ornamentos que enfeitam as ruas da cidade imperial, nos transportando a tempos passados e relembrando momentos históricos.
     
      É entre estes casarões históricos e belos jardins que está a Igreja Luterana, idealizada em 1863. Neste período, havia a proibição de adornar outros templos, que não os Católicos, com símbolos que os caracterizassem como igrejas. Foi só em 1903, com a revogação desta lei, que os Luteranos puderam enfim construir a Torre da igreja e acrescentar a ela elementos decorativos, como em estilo neogótico, como os arcos ogivais e as gárgulas. Considerada o mais antigo templo religioso da cidade, ali podem ser encontrados o relógio mecânico, que ainda hoje funciona com contrapeso, e os sinos de bronze, cuja função principal é chamar os fiéis para as celebrações. Com um detalhe: todos os objetos são originais. Os vitrais coloridos que relembram histórias religiosas também merecem atenção. 
     
      Ainda na Avenida Ipiranga, o visitante pode conhecer uma autêntica comunidade de Beneditinas, o Mosteiro da Virgem, originária de Roma em 1925. Seguindo a doutrina beneditina, pais dos Monges do Ocidente, a comunidade instalou-se em Petrópolis em 1939. A construção do mosteiro data de 1986 quando o grupo recebeu a doação de uma casa e um terreno vizinho. Projetada pelo arquiteto sacro Cláudio Pastro, a nova igreja em estilo moderno foi finalizada em 1989, e desde então as irmãs entoam os salmos diariamente. Os interessados em ouvi-las entoando o canto gregoriano devem visitar o local na missa dominical, às 10h30min. Além de doações, as religiosas mantém a Convento com a venda de chocolates, pães e biscoitos, das 8h às 18h, na portaria do Mosteiro.
     
      Uma construção que leva o nome da Avenida deve merecer a atenção de quem por ela passa. Estamos falando da Casa da Ipiranga, construída em 1884 por José Tavares Guerra, afilhado do Barão de Mauá. Projetada em estilo Queen Victoria, a construção à primeira vista parece simétrica, mas com um pouco de atenção o visitante pode perceber que seus lados têm detalhes diferentes. Em seu interior ainda estão conservados a decoração original, lustres franceses, espelhos de cristal belga e lareiras de mármore Carrara, que relembram a pompa daquela época.  Vale guardar um tempo para caminhar pelo jardim da casa, projetado pelo botânico e paisagista Auguste Glaziou, o mesmo que idealizou a Quinta da Boa Vista.   A casa hoje é um centro cultural com intensa programação: concertos musicais, peças teatrais, exposições e workshops. Um destaque é a visita chamada “A velhota cambalhota”, a atriz Rose Assis recebe os visitantes e inspirado na correspondência mantida entre a Família Imperial Brasileira e o Conde de Lages relembra “Causos Imperiais”. A atração deve ser reservada e está sujeita à confirmação de 10 inscritos. Na cocheira da casa, os turistas podem ainda fazer uma refeição no Bordeaux Restaurante, aberto todos os dias a partir das 12h.
     
      Para aqueles que desejam conhecer ainda mais sobre a História do Brasil, o Museu da Força Expedicionária Brasileira (FEB) é uma boa pedida.  Localizado na Avenida Koeler, número 255, o museu está localizado no Palácio Rio Negro, residência de verão dos Presidentes da República de 1903 a 1968. O acervo foi composto por doações de veteranos e familiares dos “pracinhas” petropolitanos que participaram da 2ª Guerra Mundial na Itália, e estão expostas fotografias da época e objetos pessoais. Entre as 673 peças em exposição, o visitante pode conhecer um pouco mais da realidade dos soldados naquele período. 
     
      Um dos locais mais procurados por aqueles que visitam Petrópolis é a Casa de Santos Dumont. Residência de verão do “pai da aviação”, a casa é conhecida como Encantada e foi projetada e planejada pelo próprio.  Construída em 1918, a Encantada foi inspiradas nos chalés franceses do tipo alpino, e revela muito da personalidade de Santos Dumont. Ali estão expostos projetos do aviador, sua oficina e laboratório, podem ser visitados o banheiro e quarto de dormir. Em meio às folhas de flandres do terraço está instalado o observatório, onde o inventor passava horas estudando os astros. O visitante deve prestar atenção a detalhes tão excêntricos como o dono da casa: por ali não há cozinha, e a escada que dá acesso à entrada é recortada em forma de raquete, obrigando o visitante a sempre entrar ali com o pé direito. 
     
      Um pouco da cultura alemã, colonizadores da região, está presente na Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus. Construída em 1872 por esses imigrantes, a Igreja tornou-se ponto de encontro para cultos e reuniões. Atualmente, uma das principais atrações é a apresentação do coral Canarinhos de Petrópolis na missa de domingo.


Roteiro idealizado por Paula Giolito
Instituto IDEIAS

 

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